Como precificar corretamente seus alimentos para ter lucro

INTRODUÇÃO

Precificar corretamente para ter lucro é um dos maiores desafios dos empreendedores de alimentos.

A precificação errada leva ao cenário mais comum que é trabalhar duro, ter pratos/ produtos que fazem sucesso, receber elogios de clientes, mas no fim do mês o saldo da conta ignorar todo o esforço.

Se você sente que vende bem, mas ainda termina o mês sem lucro, este artigo é pra você.

A verdade é simples e brutal: faturamento não é lucro. E se você ainda está chutando o preço dos seus pratos, está colocando seu negócio em risco sem nem perceber.

O que é precificação de alimentos e por que ela é vital?

Precificar corretamente vai muito além de multiplicar o custo por três ou “ver o que a concorrência cobra”. É uma ciência prática que envolve entender o custo real de cada porção (CMV teórico), embutir custos fixos, variáveis, margem de lucro e ainda garantir que o preço seja percebido como justo pelo cliente.

A precificação de alimentos correta é o que separa negócios lucrativos de negócios que só giram dinheiro, mas não seguram nada no caixa.

O perigo da precificação por instinto

“Eu cobro o que acho que dá”, “Esse preço parece bom”, “A concorrência cobra isso”. Essas frases parecem familiares? Elas fazem parte do que eu chamo de “chutificação gourmet” — quando o empreendedor acredita estar sendo estratégico, mas está apenas tentando a sorte.

Renata, aluna do programa Cozinhe & Lucre, tinha um negócio que faturava bem, mas vivia no vermelho. Quando fizemos o diagnóstico, descobrimos que ela subestimava o custo dos ingredientes e não incluía gastos como embalagem, delivery e comissões. Resultado? Estava pagando para trabalhar.

O CMV: seu melhor amigo (ou inimigo)

O CMV (Custo da Mercadoria Vendida) é a base da precificação. Saber exatamente quanto custa cada item que compõe um prato permite ajustes estratégicos sem comprometer o sabor — e muito menos o lucro.

Aline, confeiteira de São Paulo, descobriu que um dos seus doces mais vendidos era, na prática, um “produto assassino”: ele matava o lucro. Com a ficha técnica na mão, ela ajustou quantidades, reduziu desperdícios e reposicionou o preço. Resultado: o lucro finalmente apareceu.

Por que só vender mais não resolve?

Essa é uma das maiores armadilhas do empreendedor de alimentos: acreditar que o volume de vendas é o que garante o sucesso. A verdade é que vender muito com margem baixa ou nula só acelera o prejuízo.

Foi o que aconteceu com a Isabel. Ela tinha um delivery de marmitas saudáveis e cresceu rápido no Instagram. As vendas dispararam — e junto com elas, o cansaço e a frustração. A cada mês, mesmo com recordes de pedidos, o dinheiro não aparecia. Ao fazer o diagnóstico dentro do Cozinhe & Lucre, percebemos que o erro estava na precificação baseada no “mercado” e não nos custos reais do negócio dela.

Ajustar o preço parecia assustador, mas foi o que salvou sua empresa.

Como começar a precificar de forma correta

Vamos aos fundamentos práticos para a precificação de alimentos. Esses passos são ensinados com profundidade no Guia de Precificação e no curso PEPA, mas aqui está um resumo poderoso:

  1. Monte a ficha técnica detalhada de cada produto
    Liste todos os ingredientes com as quantidades exatas. Nada de “uma pitadinha”, hein?
  2. Calcule o CMV (Custo da Mercadoria Vendida)
    Use a ficha para saber exatamente quanto custa cada unidade produzida.
  3. Some os custos fixos proporcionais
    Aluguel, energia, salário… tudo isso precisa ser rateado no preço de venda.
  4. Inclua os custos variáveis
    Embalagens, taxas de aplicativo, comissão de vendas, desperdício.
  5. Adicione a margem de lucro desejada
    Só depois de entender seus custos é que você pode definir o preço final.

Quando o preço está errado, tudo sai do controle

Um preço mal calculado afeta tudo: o planejamento financeiro, o marketing, as promoções, o fluxo de caixa. É como construir uma casa em cima da areia.

E quando você acerta o preço? Tudo muda. O negócio fica sustentável. O lucro aparece. E o melhor: você começa a tomar decisões com base em números — e não em palpites.

Conclusão: Precificação é liberdade

A precificação correta é o que permite você dormir em paz, pagar fornecedores sem medo, fazer promoções com estratégia e investir no crescimento do seu negócio. Não é sobre números, é sobre viver com mais leveza.

Se você quer sair da fase do “chutômetro” e começar a vender com consciência e lucro, o primeiro passo é dominar o básico com profundidade. E é por isso que eu criei o Guia de Precificação de Alimentos — um material acessível, direto ao ponto e feito para quem quer sair da escuridão.

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